Colheita: Colha as raízes e o rizoma em setembro ou outubro. Constituintes: Glicosídeos avonoides, glicosídeos amargos, alcaloide, substância antimicrobiana, inulina. Ações: Alterativa, diurética, amarga.
INDICAÇÕES: A bardana é um remédio de grande ecácia para o tratamento de afecções cutâneas que resultam em pele seca e escamosa. É muito ecaz também para tratar psoríase, desde que usada durante muito tempo. Do mesmo modo, todos os tipos de eczema (em particular os tipos secos) podem ser tratados de maneira ecaz com bardana, se usada por um bom período de tempo. É benéca como parte de um tratamento mais geral de dores reumáticas, sobretudo se associadas à psoríase. Parte da ação dessa erva se dá por meio da estimulação amarga dos sucos digestivos e, de modo especíco, da secreção da bile. Assim, ela favorece a digestão e o apetite. É usada em casos de anorexia nervosa e condições semelhantes, também para auxiliar a função renal e curar a cistite. Em geral, a bardana induz o corpo a um estado de integração e saúde, removendo indicadores de desequilíbrio sistêmico, como problemas de pele e caspa. Externamente, pode ser usada como compressa ou cataplasma para acelerar a cura de feridas e úlceras. Eczema e psoríase também podem ser tratados externamente desse modo, mas é preciso lembrar que essas doenças cutâneas só podem ser curadas de dentro para fora e com a ajuda de remédios internos.
Combinações: Para problemas de pele, combina com azeda-crespa, trevodos-prados e aparine.
PREPARO E DOSAGEM: Decocção: coloque 1 colher (chá) da raiz numa caneca com 250 ml de água fria e deixe ferver. Mantenha a fervura em fogo brando por 10 a 15 minutos. Beba três vezes ao dia. Para uso externo, ver outras informações no capítulo sobre a pele. Tintura: tome 2 a 4 ml três vezes ao dia.
